domingo, 20 de dezembro de 2009

Sonho ou Realidade?

Não sei bem o que estou fazendo aqui...não estou escrevendo, isso tenho certeza. Pois não sinto minhas mãos. Tenho certeza que isso é um pensamento. Então vou reconstituir meus passos...

Acordo. Vou para cozinha, não como por não ter nada que me agrade. Fico no sofá vendo a TV com chuviscos de interferências, e me desligo do mundo... Cansada de tudo, saio. Vou ao parque e me deparo com o lago calmo, tranquilo, e hipnotizante. Fico em um banco próximo, e olho aquela coisa divina que está naquele lago...

Me lembro também do som da sua voz no meu ouvido, que sempre quando falava meu nome, meu coração parava. E as lágrimas sem se conter, sem receio, caia sem pretensão em parar. Com aquilo tudo não dá mais para viver...corro sem rumo. Depois de uns Km, meu coração, já acelerado, sangrando muito, pede para parar... Mas o que ele não sabia, era que, o que eu queria fugir, estava bem perto, mais perto do que o imaginável...

AGORA ME LEMBRO DE TUDO!

Parecia filme de ação, mas ao contrário de filmes, não tinha a camera lenta, e estava acontecendo de verdade.
Depois que meu coração pediu para parar, dizendo que a distância era suficiente, o corpo congela. Ouve-se um barulho de buzina e um impacto sobre todo o meu corpo. Foi tudo muito rápido, não sei bem o que aconteceu, mas escuto ainda máquinas, talvez esteja num hospital. Agora não sei ao certo, mas escuto uma voz familiar... Meu Deus! É ele! Não é o meu subconciente, ele sempre me engana, e principalmente nesses últimos meses, mas dessa vez não!
Consigo abrir o olho. Sim, estou no céu. Ele está lá a me olhar, com aqueles olhos. Olhos perfeitos. Seu olhar continuara doce, minha cabeça não havia esquecido. Que maravilha! Fico um pouco mais naquela cena, só para me sentir um pouco melhor, por pelo menos poucos segundos... E só foram mesmo, poucos segundos. Porque a sua voz me hipnotizou, como sempre. E me perguntava, se estava bem. Respondi que sim, mas me arrependo de tê-la dito. Pois com minhas palavras chamou o médico. Um homem que tinha uma expressão de responsável e cuidadoso com seu trabalho, e consequentemente, seus pacientes. Homem que sem saber ganhou minha antipatia por estragar o meu melhor cenário. O cenário da cena principal, em que dificilmente ocorre reprise. Ouço agora de longe a conversa, e só consigo ouvir cuxixos. Não estava mais acostumada com vozes humanas, só com os gritos que minha cabeça insistia em fazê-lo todos os dias em mim. Vejo agora ele vim e minha direção, olhar no meu olho e dizer...Durma bem!
Agora sinto uma coisa entrar em meu corpo, um líquido, um liquido quente em minhas veias, uma queimação. Até boa em comparação ao que sinto no dia-a-dia... Mas não tenho certeza se estou agora dormindo, já dormi, ou dormirei, só sei que...
[Continua...]

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