domingo, 9 de maio de 2010

Lembranças ao vazio

 

    Acabo de entrar em minha casa e olho o jardim abandonado. Abandonado por mim, mas não pela luz da lua, a mesma luz seca, a luz da lua nova, a escondiada, mas a apaixonada. Olho ainda a escuridão entre flores lindas e com o cheiro da mais pura alegria, o cheiro doce, mas o cheiro em que, em minhas condições atuais, não me deixava confortável o bastante para o sentir.
Ando um pouco mais sobre as pedrinhas que demarcam o caminho até o interior de minha gaiola. Sinto o vento frio mexer algumas mechas do meu cabelo assanhado, me dá alguns arrepios ao lembrar-me de minhas angústias atuais e seca algumas lágrimas fujonas que estava caindo na minha face. Paro e sento nos bancos de jardim em que me proporciona uma visão do céu mais lindo, o sem lua e com estrelas em que brilham a qualquer custo e estão sempre lá à me apoiar em noites como estas...
    Não sei ao certo, mas horas depois finalmente entro na minha casa com passos de gatos sonolentos, entro na banheiro, lavo meu rosto e me acalmo um pouco mais. Troco de roupa, coloco uma mais leve e confortável para eu descansar o grande dia triste que tive. Olho-me novamente ao espelho e vejoas lágrimas ainda cair sem pedir licença. Lágrima mal educada! Com mais calma e mais controlada, consigo não derramar mais o meu líquido salgado e vou para o meu quarto.
    Arrependo-me muito de ter o feito por fazer-me lembrar todos os nossos bons momentos. Tudo como num filme em que no final, por mais dificil que seja admitir, acabou e me deixou aqui com uma só compania, as lembranças do futuro em que era perfeio...o nosso futuro.
Lembrando de alguns momentos parada na porta do quarto, sinto a enorme vontade de gritar de dor, mas a única coisa que sai é um suspiro de fraqueza em que são as ultimas forçasque o meu corpo sem energia à semanas o conseguio fazer. Sinto também minha barriga pedir por ajuda, mas o que eu dava, a única coisa que conseguia, eram lágrimas salgadas em que chegava em minha boca e com certeza chegavam nela.
    No chão frio, em um quarto escuro e com um corpo sem forças, encontro-me aqui nessa ultima cena lembrada até agora, por mim e minha cabeça confusa.
[Continua...]

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