sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Obrigada e Adeus



Por mais que eu queira pensar que tudo pode voltar, mudar...não vou me enganar mais.
Desculpa por ter sido egoísta ao ponto de ter ficado com você e ainda ter feito exigências...mas entendo-te agora. Sei que não dava mais para você e nunca deu. Eu tenho que é seguir em frente com essa dor... Sei que não estou sozinha também. E nesse mundo existe muitas distrações em que me esqueço de você... Só é difícil saber que foi tudo mentira todas palavras, todos os gestos e olhares. Tudo poderia ter ficado normal, se um dia eu tivesse escutado os amigos, ou até mesmo o meu lado racional... Mas agora acabou, do pior modo, tenho que viver com isso e superar como os fortes e fracos... Deixar (aos poucos) de sentir isso eu sei que vou conseguir, não sei bem se vai demorar ou não, mas vou conseguir!! Chorar faz parte também, as lágrimas dizem que quem mentiu foi você e não eu, que amei sozinha e que não se pode amar por dois eternamente...dói, mas passa.
Obrigada amigos por me ajudarem e obrigada principalmente à você que me deixou aqui, sozinha e com um futuro feliz!
Vou seguir em frente, de cabeça erguida e com um futuro feliz sem você.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dor que me consome



Dor de cabeça me seca por dentro, doença aguça o meu sofrimento e quando eu lacrimejo, choro por você.
A tarde toda fique pensando em nós, li algumas coisas que eu escrevi e não contive as minhas lágrimas. E a tarde passou rápido entres lágrimas, dores e cochilos rápidos sem sonhos e sem pesadelos. Abria os olhos rápido e via a escuridão ainda me cercar, e quando fechava os olhos molhava de leve o meu rosto com a água salgada que saia sem permissão dos meus olhos cansados e doídos. Liguei a televisão, mas nada me distraía o suficiente a ponto de secar o que eu desejava realmente, a unica "solução" era dormir(ou tentar). A tarde passou, estou aqui, agora, escondendo-me do vazio em que estava me cercando, mas ainda estou aqui à lembrar e a chorar. Queria tanto parar de sentir isso, queria nunca mais te ver, queria sumir e te esquecer. Ainda não consigo, mas um dia vou rir de tudo isso, por enquanto eu ainda choro...
A vela derrete, chora e sobrevive. Quando as minhas lágrimas acabarem, não morrerei como ela, mas sobreviverei perfeitamente bem. 
Por enquanto ainda estou "derretendo".
Sozinha...

sábado, 31 de julho de 2010


Acabo de abrir os olhos e o clarão me obrigou a fechá-los novamente. Ao abri-lo novamente sinto um lugar calmo, com certeza eu estava sozinha aqui.
sinto o cheiro da primavera que estava fora da minha janela e dou um sorriso por ainda sentir que o mundo pode transmitir à mim.
Saio do quarto depois de ficar alguns minutos olhando pela janela, senti que hoje eu reviveria ou tentaria. Tomei banho, café da manhã e saí como previsto. Andei por entre todos aqueles lugares, vi algumas pessoas, mas nem todas como experado, procurei outras pessoas também, mas depois falo com elas. Parei em um banco, um banco normal de praça, observei passáros, vi pétalas de flores caírem ao meu redor, senti o vendo passar sobre meus cabelos e fiquei ali algumas horas...Algumas pessoas passaram como se eu não estivesse ali, mas não encarei como um problema, geralmente não sou muito notada.
Aquele banco me fez pensar muito na vida e como viver, sentir as coisas como são e como são para ser.
Mas depois que uma pessoa veio me abraçar me veio na mente como se fosse um filme de ação, rápido e em câmera-lenta ao mesmo tempo. Um grito, meus olhos abertos em frente à um desconhecido, outro grito e uma dor de cabeça insuportável. Depois de lembrar de tudo, não me contive e chorei por horas. ustamente eu tomo gosto da vida após à vida...
Tarde demais...
Agora vou tentar fazer o que nunca mais poderei fazer...viver.


Andando agora pela rua vazia, só acompanhada por algumas lágrimas que ainda caíam dos meus olhos eu vejo o que sempre esteve nesse exato dia, o banco vazio com flores lindas no chão ao seu redor.

domingo, 16 de maio de 2010

Na sua estante...



Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo

Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar

Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar

Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem

Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo

Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar

Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar

Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você

Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar



(Sempre passa e eu me machuco cada vez mais)

domingo, 9 de maio de 2010

Lembranças ao vazio

 

    Acabo de entrar em minha casa e olho o jardim abandonado. Abandonado por mim, mas não pela luz da lua, a mesma luz seca, a luz da lua nova, a escondiada, mas a apaixonada. Olho ainda a escuridão entre flores lindas e com o cheiro da mais pura alegria, o cheiro doce, mas o cheiro em que, em minhas condições atuais, não me deixava confortável o bastante para o sentir.
Ando um pouco mais sobre as pedrinhas que demarcam o caminho até o interior de minha gaiola. Sinto o vento frio mexer algumas mechas do meu cabelo assanhado, me dá alguns arrepios ao lembrar-me de minhas angústias atuais e seca algumas lágrimas fujonas que estava caindo na minha face. Paro e sento nos bancos de jardim em que me proporciona uma visão do céu mais lindo, o sem lua e com estrelas em que brilham a qualquer custo e estão sempre lá à me apoiar em noites como estas...
    Não sei ao certo, mas horas depois finalmente entro na minha casa com passos de gatos sonolentos, entro na banheiro, lavo meu rosto e me acalmo um pouco mais. Troco de roupa, coloco uma mais leve e confortável para eu descansar o grande dia triste que tive. Olho-me novamente ao espelho e vejoas lágrimas ainda cair sem pedir licença. Lágrima mal educada! Com mais calma e mais controlada, consigo não derramar mais o meu líquido salgado e vou para o meu quarto.
    Arrependo-me muito de ter o feito por fazer-me lembrar todos os nossos bons momentos. Tudo como num filme em que no final, por mais dificil que seja admitir, acabou e me deixou aqui com uma só compania, as lembranças do futuro em que era perfeio...o nosso futuro.
Lembrando de alguns momentos parada na porta do quarto, sinto a enorme vontade de gritar de dor, mas a única coisa que sai é um suspiro de fraqueza em que são as ultimas forçasque o meu corpo sem energia à semanas o conseguio fazer. Sinto também minha barriga pedir por ajuda, mas o que eu dava, a única coisa que conseguia, eram lágrimas salgadas em que chegava em minha boca e com certeza chegavam nela.
    No chão frio, em um quarto escuro e com um corpo sem forças, encontro-me aqui nessa ultima cena lembrada até agora, por mim e minha cabeça confusa.
[Continua...]

sábado, 24 de abril de 2010

Não correspondida



Porque?!

Por que eu não consigo olhar mais para você, sabendo que não sou correnpondida...

Por que só choro por saber que não sou correnpondida...

Por que sei, o que me faz querer sumir, sei que não sou correnpondida...

E o que eu faço não é o suficiente para ser correnpondida...

Mas saberei o que fazer, vou fazer o máximo...o tudo, e serei o tudo para não lhe correnponder...

Pesadelos [part 2]



Estava olhando o crepúsculo, esperando-te para finalmente contemplar teus olhos hipnotizantes...

Esperei não muito, pouco até...

Você chega, olha-me e sinto um ar de preocupação.

Uns minutos se passaram, um silêncio entre nós aumenta como se fosse nos engolir, e eu acabo com aquilo. Pergunto, ou melhor falo de vez:

- Me fala logo! Você gosta de mim? Já gostou? Não me faz sofrer ainda mais! Eu aguento, já te perdi, e sobrevivi...

Olhando seus olhos, não consegui me conter, a lágrima sem pedir permição, cai com a verdade...

- Desculpe-me, mas nesse tempo, curto, ainda não consegui...o meu amor antigo é mais forte, você sabia disso...

Ainda sangrando gotas transparentes te falei:

- Eu sabia, sempre soube...e sofri com isso. Noites longas chorando por saber tudo que se passava. Longas noites chorando por te amar, enormes noites pensando, e chorando... Eu sabia, mas me enganava sempre, eu sempre quiz o meu conto de fadas...mas amor, o que a um tempo não existia, eu descobri e sonhei com o correspondido, e o meu felizes para sempre...

- Desculpa-me!

- Não, não me pessa isso, por favor! Quem tem que o fazer isso sou eu. Sempre soube, no antes do antes, eu já sabia... Mas não fazia questão... Desculpe-me por deixar o tempo passar, e deixar-me amar você, querer você, e querer ser a única. Desculpe-me!

- E o que vai acontecer agora?

- Desculpe novamente, mas vou deixar você livre, tente o seu futuro agora... Desculpe novamente o meu egoísmo...mas eu já sofri demais...

As lágrimas sessaram, um nó na garganta me deixa sem ar, sem chão, sem futuro, sem amor...


Ao longe vejo-te partir, e olho agora a noite escura me engolir, e levar-me de vez ao fim, à morte, ao nada...à um lugar onde eu não tenho mais você.